APAIXONABUS
União Sto.André aguarda homologação
A Prefeitura de Santo André aguarda até a próxima terça-feira, 15 de abril, para homologar o Consórcio União Santo André vencedor da licitação para o transporte público na cidade.
Até a data, a Júlio Simões Transportes – desclassificada por não atender as exigências contidas no edital – pode contestar o resultado. Caso isso ocorra, o Consórcio União terá cinco dias úteis para apresentar a defesa. O governo andreense somente se manifestará a respeito do assunto após o vencimento do prazo legal para a impetração de recursos.
O Consórcio União Santo André – formado pelas empresas Viação Vaz, Viação Guaianazes, Viação Curuçá, Parque das Nações, Urbana Santo André e Transporte Urbano e Rodoviário Santo André – irá operar o transporte coletivo municipal por 30 anos (15 anos mais 15 prorrogáveis).
Dos 300 ônibus que obrigatoriamente terão de integrar o sistema, 100 deles, segundo Luiz Marcondes de Freitas Júnior, gerente geral da Aesa (Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André), deverão ser novos. A renovação total da frota ocorrerá de maneira gradativa. Ainda estão previstos no edital a implantação do sistema de abastecimento a gás e a construção de novos pontos. “As empresas vencedoras da licitação lutam pela melhoria constante dos serviços prestados à população. E em momento algum elas deixaram de fazê-lo”, acrescentou Marcondes.
Presidente da Aesa, Ozias Vaz garantiu que o Consórcio União Santo André está na expectativa de iniciar as atividades. “Acreditamos que se tudo correr bem, a partir do dia 15 podemos assinar o contrato e, automaticamente, começar a operar”, lembrou, ressaltando que os munícipes sentirão no dia-a-dia a melhora no transporte coletivo. “Com contrato assinado fica mais fácil conseguirmos financiamentos para realizar benfeitorias.”
Para José Ricardo Biazzo Simon, advogado da União Santo André, o resultado favorável ao Consórcio já era esperado. “A nossa proposta realmente é a mais vantajosa, além de ser técnica e legalmente a única em ordem do ponto de vista das exigências do edital.”
A maldição do Fura-Fila
Estimada em 1,2 bilhão de reais, obra que já mudou de nome duas vezes desabou e atrapalhou o trânsito por vinte horas
Pau que nasce torto não endireita. Esse provérbio popular parece se aplicar muito bem ao Fura-Fila, monstrenga obra que, por custar tanto a ficar pronta, parece ter se incorporado ao folclore paulistano. Seu mais recente capítulo ocorreu às 23h30 da última segunda, quando um módulo de 81 metros de comprimento e 990 toneladas do trecho em construção na Zona Leste despencou sobre o Viaduto Grande São Paulo. "Foi um erro de cálculo em um procedimento já dominado pela engenharia", afirma o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. "Felizmente não houve vítimas." Os vinte operários que trabalhavam no local saíram a tempo e nenhum carro trafegava pelo viaduto naquele momento.
Quem sofreu o efeito colateral foram os motoristas. O viaduto ficou interditado até as 19h30 de terça-feira.– de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 7 000 carros chegam a cruzá-lo por hora. Para atenuarem o impacto no trânsito, 180 marronzinhos deslocaram-se para a região. O consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Carioca Engenharia e Andrade Gutierrez, precisou fazer uma operação de emergência para reposicionar o módulo. Cinqüenta profissionais, entre projetistas, técnicos e engenheiros, utilizaram 40 toneladas de concreto para equilibrar a estrutura.
O Fura-Fila foi apresentado como proposta eleitoreira de Celso Pitta, em 1996. Seria um trem futurista que percorreria um trajeto de 125 quilômetros. Eleito, Pitta pouco fez para colocá-lo em prática – mas enterrou 270 milhões de reais na obra. Na gestão Marta Suplicy, o projeto também não saiu do lugar. Rebatizado de Paulistão, recebeu 330 milhões de reais em investimentos. Os 174 pilares de concreto na Avenida do Estado eram um marco negativo na paisagem paulistana e davam a impressão de que nunca serviriam para nada. Sob o nome de Expresso Tiradentes, parte da obra finalmente foi inaugurada no ano passado, já sob a gestão Gilberto Kassab. Nada de trens futuristas nem dos 125 quilômetros do projeto original. Acabou virando um corredor de ônibus de 8,5 quilômetros de extensão, por onde circulam 21 veículos que transportam 42 000 pessoas por dia. Liga o Parque Dom Pedro II, no centro, ao Sacomã, na Zona Sul.
Outros três trechos precisam ser terminados para que o Expresso Tiradentes fique, enfim, pronto. Seus 32 quilômetros de extensão terão consumido, então, 1,2 bilhão de reais. O corredor deve chegar até Cidade Tiradentes, no extremo leste paulistano. Estima-se que, se for de fato concluído, transportará 500 000 passageiros por dia. "O projeto é interessante porque vai criar uma alternativa de deslocamento em uma das regiões mais carentes da cidade", acredita o engenheiro Jaime Waisman, especialista em transporte urbano. O secretário Alexandre de Moraes ainda não sabe se o prazo de inauguração do trecho em que ocorreu o acidente, marcada para a segunda quinzena de maio, será alterado. "Vamos aguardar os laudos técnicos para definir isso", condiciona. "Mas certamente o consórcio responsável pela obra será multado." Após tantos nomes diferentes, tanto dinheiro investido e tantos problemas, a previsão é que o Expresso Tiradentes estará entregue à população até o fim de 2009. Será?
Doze anos de confusões
De promessa eleitoreira a obra que custa a ficar pronta, eis a história do Expresso Tiradentes
• Com cara de trem futurista – e abuso de recursos gráficos –, o Fura-Fila foi apresentado por Celso Pitta na campanha eleitoral de 1996.
• Durante sua gestão, Pitta enterrou 270 milhões de reais na obra, que não chegou a lugar algum. Na prática, o Fura-Fila não passava de alguns pilares erguidos em 3 quilômetros de trajeto – o projeto original previa 125 quilômetros.
• Em sua campanha, em 2000, Marta Suplicy prometeu que não abandonaria o Fura-Fila. Rebatizou-o de Paulistão, investiu 330 milhões de reais e... nada. Até o fim de sua gestão, o que se via eram apenas 174 pilares de concreto fantasmas na Avenida do Estado.
• Eleito em 2004, o prefeito José Serra chegou a cogitar implodir tudo. Voltou atrás ao contabilizar o que já fora gasto ali.
• Em março de 2007, o prefeito Gilberto Kassab inaugurou o primeiro trecho da obra, rebatizada de Expresso Tiradentes. Nada de trens futuristas. Com 8,5 quilômetros em funcionamento, o corredor tem 21 ônibus e liga o Parque Dom Pedro II, no centro, ao Sacomã, na Zona Sul. Transporta 42 000 pessoas por dia.
• O Expresso Tiradentes só deve ficar completo no fim de 2009. Terá, então, 32 quilômetros de extensão.
Fabricação de ônibus foi 80% maior no 1º mês deste ano
O começo deste ano está sendo positivo para as fabricantes de chassis de ônibus. Em janeiro, o volume de produção cresceu 80% se comparado ao mesmo período do ano anterior. No primeiro mês deste ano, foram produzidas 3.710 ônibus enquanto em janeiro de 2007 foram fabricados 2.061 unidades. Deste primeiro número, 388 veículos foram rodoviários e 3.322 foram urbanos.
O licenciamento (vendas emplacadas) também registrou crescimento. Com saldo de 25,3%, janeiro registrou a venda de 1.666 unidades contra 1.330 em janeiro de 2007. O envio de ônibus para fora do País contemplou a marca positiva de 12,5% no mês passado, quando foram exportados 710 ônibus (160 rodoviários e 550 urbanos). No mesmo período do ano passado, esse registro foi de 631 unidades exportadas (150 rodoviários e 481 urbanos).
Dados das montadoras
A Mercedes-Benz foi a que mais vendeu; comercializou 1.431 unidades enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus e a Agrale venderam 741 e 365 ônibus, respectivamente.
WEBTRANSPO
Cidade de São Paulo já recebeu 4.564 ônibus novos
Os 5,5 milhões de usuários atendidos diariamente pelo sistema de transporte público coletivo do Município de São Paulo já contam com 4.564 ônibus e microônibus novos em uma frota de cerca de 15 mil veículos. Isso significa que 30,95% da frota foi renovada em menos de três anos com investimento de mais de R$ 1,08 bilhão por parte dos concessionários e permissionários do sistema.
O balanço realizado pela Secretaria Municipal de Transportes registra que, entre janeiro de 2005 e janeiro de 2008, dos 2.813 veículos adquiridos pelo sistema de concessão e 1.751 da permissão, 2.357 são acessíveis aos portadores de deficiência, o que representa 15,8% da frota.
Somente no ano de 2007, um total de 2.178 ônibus foram trocados, sendo 1.619 pelas concessionárias e 559 nas permissionárias. E 1.095 são acessíveis.
Os ônibus acessíveis contam com piso rebaixado, aumento da largura das portas, eliminação de obstáculos, transmissão automática, suspensão pneumática, limitadores de velocidade e áreas reservadas para cadeirantes e cão-guia, o que propicia muito mais conforto e comodidade para os portadores de necessidades especiais.
Para 2008 está prevista a substituição de mais 1.265 veículos nas concessionárias e de 635 nas permissionárias, totalizando 1.900 ônibus. A meta é substituir todos os veículos com mais de dez anos de uso. Até o final deste ano serão 6.464 ônibus novos circulando nas ruas do município de São Paulo, o que representa 43% da frota.
Frota nova reduz emissão de poluentes
Além do conforto e acessibilidade, outra vantagem dos veículos novos é a redução dos índices de poluição do ar no Município de São Paulo. Os novos ônibus reduziram a emissão de monóxido de carbono (CO) em 42,59% e de material particulado em 71,69%, conforme taxas médias aferidas nos veículos.
Os índices podem ser acompanhados em tempo real no Emissômetro - www.sptrans.com.br/ganhosambientais - instrumento que permite o acompanhamento, segundo a segundo, dos ganhos ambientais obtidos com a redução da emissão de poluentes na atmosfera. O objetivo é informar à população os resultados já obtidos e previstos de redução de emissão de poluentes originários da frota de transporte de passageiros em São Paulo.
Fortalecimento da indústria nacional
O Brasil, que já é o maior fabricante de ônibus do mundo, aumenta ainda mais o seu prestígio no mercado com as renovações de frotas dos sistemas de transporte público coletivo. Para as empresas, as cidades que mais contribuíram para o crescimento do mercado interno por meio de seus programas de renovação de frota são São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Brasília, Fortaleza e Belo Horizonte.
Segundo dados da indústria, no último biênio o mercado brasileiro recebeu uma média de 16 mil ônibus novos por ano. Mas as montadoras não podem descuidar da exportação, já que de uma produção de 33 mil unidades em 2006, mais de 14 mil seguiram para outros países.
PMSP
Rio terá 150 ônibus equipados com TV
O Rio terá a partir dessa semana 150 ônibus urbanos equipados com TV. A iniciativa, que já existe em São Paulo, visa oferecer programação diária que inclui entretenimento, utilidade pública, reportagens especiais sobre meio ambiente, ações sociais, cidadania, entre outros assuntos, em intervalos de 1h, período médio de uma viagem na capital fluminense.
A programação tem cerca de 18 a 20 minutos dedicados à propaganda. A entrada no Rio significa a primeira expansão da empresa BusTV especializada em produção de conteúdo, venda e instalação dos monitores de LCD de 19 polegadas nos ônibus urbanos.
- Esperamos crescer cerca de 20% esse ano - prevê o publicitário Fábio Simões, que acaba de assumir a direção comercial da BusTV. A expectativa é levar informação a 60 milhões de usuários de transporte urbano por ano.
Fonte: ANTP
Quantos ônibus em circulação, quantas viagens efetivamente realizadas e quanto tempo de demora para a próxima partida serão informações que poderão ser respondidas aos usuários após a implantação de um sistema de informações por satélite na frota de cerca de 15 mil ônibus em circulação nas ruas e avenidas da cidade de São Paulo, previsto pela prefeitura para ser concluído em abril deste ano.
O projeto, denominado Sistema Integrado de Monitoramento de Frota, consiste em equipar os veículos com tecnologia GPS (sistema de posicionamento global, na sigla em inglês), e foi detalhado nesta segunda-feira pela prefeitura durante o lançamento do Amigão, que possibilitará aos usuários realizarem as quatro viagens possíveis com o bilhete único em um intervalo de oito horas, aos domingos e feriados. Atualmente, as quatro viagens têm que ocorrer em no máximo duas horas para que não haja nova cobrança.
A proposta de monitoramento por satélite surgiu durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), de 2001-2004, e foi alardeada diversas vezes, inclusive pelo ex-prefeito e hoje governador José Serra (PSDB). Desta vez, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seu secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, afirmam que o sistema enfim sairá do papel. "Foi uma prioridade que o prefeito Kassab me deu ao assumir", afirmou Moraes.
Pelo sistema, segundo o secretário, será possível monitorar, por exemplo, se o número de partidas estabelecidas na ordem de serviço --determinado número de viagens a serem realizadas-- estão sendo atendidas, o número de ônibus em circulação e a velocidade dos coletivos nos corredores. Por intermédio dessas informações, será possível estabelecer penalidades em eventuais não-atendimentos aos serviços contratados entre a prefeitura e as empresas.
De imediato o sistema será adotado em todos os terminais mantidos pela prefeitura na cidade de São Paulo. Os quadros eletrônicos dispostos ao longo das paradas de ônibus irão informar ao usuário quanto tempo a linha que utiliza vai demorar para atendê-lo. Está prevista ainda a instalação de novos painéis informativos em pontos de corredores que não tenham o equipamento.
Moraes afirmou que o sistema possibilitará ao motorista informar algum possível problema com o ônibus, como um pneu furado ou falhas mecânicas que venham a causar um atraso.
Fonte: Folha On Line
Lotação continua em M'Boi Mirim
Mudanças após protesto melhoram trânsito, mas coletivos são insuficientes
Um dia após o início das mudanças no corredor de ônibus das avenidas M'Boi Mirim e Guarapiranga (zona sul de SP), passageiros continuam com as reclamações de superlotação, principalmente no início da manhã, entre as 6h e as 7h.
O trânsito no corredor diminuiu, mas neste horário, os ônibus continuam saindo lotados dos pontos e outros acabam passando direto pelas paradas. Na última sexta-feira, um protesto de moradores da região acabou em confronto com a Polícia Militar. Os manifestantes protestaram contra a falta de ônibus, a superlotação e o trânsito no corredor.
Ontem foi o primeiro dia das alterações determinadas pela Secretaria Municipal dos Transportes, entre elas a presença de maior número de fiscais, cones no corredor de ônibus para evitar a invasão de outros veículos e a transferência de quatro linhas da VIP (Viação Itaim Paulista) para a Viação Campo Belo, que teria ônibus novos e articulados.
O trânsito no corredor de ônibus melhorou, mas nem todos os passageiros estão conseguindo pegar a condução de primeira. O ajudante Hélio Paulino, 51 anos, viu passar três ônibus para o Jabaquara (zona sul) e só entrou no quarto. "É uma briga", disse ele, apontando o ônibus lotado às 6h30. A reportagem presenciou usuários pendurados nas portas e sentados no painel interno dos ônibus. A maioria não notou as mudanças implantadas pela prefeitura.
Resposta
Garagens também são fiscalizadas
A SPTrans informou que entre as medidas tomadas está a fiscalização nas garagens das viações, para antecipar a saída dos ônibus. "Essa ação, aliada ao cumprimento das horários por parte dos operadores, aumenta a fluidez e diminui a superlotação dos coletivos". Quanto ao trânsito, afirma que a fiscalização nas avenidas M'Boi Mirim e Guarapiranga reduziu o tempo de viagem de ônibus e aumentou a fluidez dos veículos.
Fonte: ANTP / AGORA SP
SUPERANDO EXPECTATIVAS, ROMA JÁ CONQUISTA SEUS PRIMEIROS CLIENTES NAS AMÉRICAS E NA ÁFRICA

Nem as mais otimistas previsões indicavam que, em tão curto espaço de tempo, e justamente no mais competitivo segmento da indústria de ônibus, a primeira carroceria da Mascarello para médias e longas distâncias alcançaria tamanho sucesso.
Lançado no último mês de outubro, batizado com nome que resulta da junção das sílabas iniciais de “ROdoviário MAscarello” com o número correspondente à altura externa de 3500mm, inédita no mercado, o ROMA 350 já foi incorporado a diversas frotas de transportadores nacionais e estrangeiros, com surpreendente nível de aceitação por parte dos usuários.
No Rio de Janeiro, a primeira empresa de ônibus a adquirir o modelo foi a Xavier Tour, uma tradicional operadora do setor de turismo e fretamento. Satisfeita com o desempenho e as inovações tecnológicas do ROMA, ela acaba de encomendar outras duas unidades à mais jovem montadora de ônibus do país, instalada há cinco anos em Cascavel, Oeste do Paraná.
O prestígio que a Mascarello já desfruta no exterior através de outros modelos da marca também está abrindo caminho para a comercialização do novo ônibus em diversos países.
Em fevereiro, quatro unidades foram exportadas para a América Central, uma para o Peru e duas para a Nigéria, na África.
Fonte: ShopTrans
Modelo pode ser o Fura-Fila
Sistema de vias suspensas, atualmente com 8,5 km, transportou 10,8 milhões de pessoas em um ano
O Expresso Tiradentes, antigo Fura-Fila e que funciona em uma canaleta suspensa, pode servir de modelo para outros corredores de ônibus na Cidade. "Estamos em fase de projeto do corredor da Celso Garcia, que será similar a este numa extensão de 25 km. E estamos estudando a possibilidade de fazer outros corredores com essas características em outros locais da Cidade", disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ontem, durante a comemoração de um ano de funcionamento dos dois primeiros trechos do Expresso Tiradentes.
Em um ano, o corredor transportou 10,8 milhões de pessoas em seus 8,5 km de extensão. A média diária de transporte de passageiros entre as estações Sacomã e Mercado (Parque D. Pedro) foi de 42,5 mil passageiros por dia.
Os números foram comemorados pelo prefeito Gilberto Kassab e pelo secretário municipal dos Transportes, Alexandre de Moraes. Mas a utilização do corredor tem sido alvo de críticas. O número de passageiros é considerado baixo, levando-se em conta os altos investimentos que o corredor consumiu - R$ 861 milhões até agora.
VLP
O projeto original é da administração Celso Pitta e previa 70 km de canaletas suspensas a 15 metros do solo ao redor do Centro de São Paulo, por onde circulariam veículos de alta tecnologia, os Veículos Leves sobre Pneus (VLPs). O custo era estimado em R$ 146 milhões.
As obras começaram na gestão Pina, que estourou o orçamento total do projeto e entregou apenas a base, em um trecho de 2,8 km. A gestão de Marta Suplicy investiu mais R$ 330 milhôes e transformou o anel em eixo de ligação entre os bairros do Ipiranga (Zona Sul) e Cidade Tiradentes (Zona Leste). A prefeita não conseguiu entregar a obra.
Kassab decidiu concluir o expresso alegando que "era melhor do que ter obra parada". Investiu mais R$ 261 milhões e colocou em funcionamento os dois trechos iniciais com ônibus normais e velocidade máxima permitida de 50 km/h, por questões de segurança.
O Expresso Tiradentes, quando concluído, terá 32 km e ligará a Cidade Tiradentes ao Centro, transportando perto de 500 mil pessoas por dia. O valor total do projeto está estimado em R$ 1,19 bilhão.
Mesmo com o custo elevado, o prefeito Gilberto Kassab defende o corredor como uma altemativa importante ao transporte público na cidade e por isso aposta na finalização do expresso e na criação de outros corredores com as mesmas características.
Por ser suspenso e não sofrer interferências de cruzamentos e outros veículos, o corredor do Expresso Tiradentes permite que os veículos desenvolvam uma velocidade média muito superior à dos ônibus comuns. Enquanto os do expresso trafegam a 50 km/h, os outros não chegam a 20 km/h - a média é de 12 km/h, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo, ou de 19 km/h, segundo a Prefeitura.
Para prefeito, manifestação foi correta
O prefeito Gilberto Kassab julgou correta a manifestação dos moradores da região da Estrada do M'Boi Mirim, que protestavam contra a falta de transporte público nesta sexta-feira. Com pneus, os moradores fecharam a via, no cruzamento com a Avenida Guarapiranga, por mais de três horas e causaram um congestionamento de três quilômetros.
"As reclamações eram direcionadas à empresa que não colocou o número suficiente de veículos para operar. Aliás, número definido em contrato. Tanto é que foram definidas punições à empresa. Portanto a população tinha motivos para protestar", disse o prefeito.
Kassab aproveitou para comentar os planos da Prefeitura no setor de transportes, que esta semana mostrou-se beirando o caos, com recordes de congestionamento no período da manhã durante cinco dias seguidos. "A prefeitura de São Paulo vai voltar a investir no Metrô, com 1 bilhão de reais. O que não quer dizer que vamos ficar só no Metrô como alternativa", comentou.
A Prefeitura quer concluir nos próximos meses a colocação de GPSs nos veículos de transporte público. Na CET, o investimento será de R$ 100 milhões, diz o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes. Serão R$ 30 milhões para transformar os semáforos em 'inteligentes'. A troca dos faróis será concluída até a metade do ano.
Fonte: ANTP / JORNAL DA TARDE
Fura-Fila completa um ano com ônibus lotados
Passageiros aprovam rapidez, mas reclamam de coletivos cheios e da falta de manutenção. Outra queixa é a demora nos finais de semana
O Fura-Fila -corredor de ônibus que liga o Sacomã (zona sul) ao parque Dom Pedro (região central) - apresenta sinais de descaso na manutenção um ano após o início das operações comerciais, em 10 de março de 2007. O Vigilante Agora viajou na última semana nos ônibus do Fura-Fila, rebatizado pela atual gestão de Expresso Tiradentes, e constatou equipamentos quebrados e a falta de atendentes no guichê onde é carregado o bilhete único.
Passageiros relatam de problemas em alguns ônibus em uma obra que, mesmo inacabada, já consumiu R$ 800 milhões. Por outro lado, a redução no tempo de viagem - de 40 minutos para 12 minutos, em média - mantém a aprovação pelo usuário.
A linha começou a operar com dez ônibus articulados energia elétrica e a diesel. Hoje, a proporção se inverteu: 17 articulados e quatro híbridos.
"Gasto menos tempo, mas o problema são os híbridos, que param muito. Eu evito", diz o vigilante Elson Nogueira Antônio, 24 anos. "Já quebrou comigo", diz a caixa Sônia Marina, 35 anos. "Quebrou uma vez", diz Marcos Antônio, 38 anos, técnico em eletrônica.
Em um ano, o número de usuários por dia útil pulou de 29 mil para 42,5 mil, 46,5% a mais. Já a capacidade da frota cresceu em 223 lugares (9,6%) e em um número menor de ônibus: 21 ante 25 no início. Karina Gonçalves, 19 anos, que trabalha em cartório, reclama. "Acho que é muito cheio." O estudante Thiago Wieser, 20 anos, que gosta do Fura-Fila, tem opinião semelhante. "Acho que tem que ter mais ônibus. Aumentou [o número de passageiros na linha]", afirma.
Os usuários pedem também a redução no intervalo entre os ônibus nos fins de semana. "Demora muito, principalmente, aos sábados", diz Sônia Marina. "[Precisa de] um pouco mais de rapidez", diz o açougueiro Altair Nicolete, 31.
Estrutura
Na quarta às 8h, o terminal Sacomã tinha só dois dos oito guichês de recarga do bilhete único em funcionamento, o que criava fila. As máquinas automáticas, que não dão troco, estão sem a opção de pagamento com cartão de débito em todas as estações.
Na estação C.A. Ypiranga e no terminal Mercado um dos elevadores estava quebrado. Na Metrô Pedro 2º, eram os dois parados. Se os passageiros do Fura-Fila ganharam tempo, os de outras dizem ter sido prejudicados por alterações de itinerários.
"Eu pegava um ônibus direto para o Metrô Santa Cruz. Agora pego dois: um até o terminal e outro até o metrô. Fazia em 30 minutos agora perco 45 minutos", diz Celso Abreu, 20, que trabalha com comércio exterior.
Resposta
'Problemas são corrigidos e lotação é adequada'
SPTrans informou que a nível máximo de conforto dos passageiros no Fura-Fila é de 4,5 passageiros por m2, enquanto no sistema a média é de dez, Quando um ônibus quebra, diz a secretaria, os usuários seguem viagem em até cinco minutos. A SPTrans diz estar em estudo o ar condicionado em mais veículos. A empresa nega problemas no elevador da C.A. Ypiranga diz e que os demais problemas serão consertados.
O número de extintores, diz, é aprovado pelos bombeiros. Haverá mais um bebedouro por estação. A SPTrans afirma que as partidas aos fins de semana ficam entre três e cinco minutos e que as alterações nas demais linhas estão de acordo com o "novo sistema em implantação".
Já o cartão de débito, diz a SPTrans, pode ser usado em outros postos da rede credenciada.
Fonte: AGORA SP
Corredor Expresso Celso Garcia é um sucesso e completa um mês
O corredor Celso Garcia completou na última sexta-feira (29/02) um mês de operação. O serviço funciona nos horários de pico - das 6 às 8 horas e das 17 às 20 horas - e tem agradado aos passageiros, que passaram a contar com opções para chegar ao centro da cidade de forma mais rápida e confortável e com ganhos de 15 a 35 minutos nos trajetos. Diariamente, uma média de 3.600 passageiros utilizam o serviço no período da manhã e cerca de 2 mil pessoas no final do dia.
Nesses 30 dias de operação, foram realizados ajustes operacionais. O número de partidas no período da manhã passou de 27 para 42. Da mesma forma, atendendo a uma sugestão dos passageiros, o horário das primeiras partidas, em algumas linhas, foi alterado e os ônibus passaram a parar para desembarque na região do largo da Concórdia, no período da manhã. À tarde todas as linhas expressas que fazem embarque do Terminal Pq. D. Pedro II têm parada no Largo da Concórdia e depois seguem para os seus pontos terminais.
Os passageiros das linhas semi-expressa e da expressa Terminal A.E. Carvalho sugeriram a utilização da rua Doutor Assis Ribeiro ao invés da avenida São Miguel no trajeto até Terminal Parque Dom Pedro II. Depois de alguns testes, a alteração foi implementada definitivamente a partir de hoje, beneficiando ainda mais os usuários que podem ter uma redução de 40 minutos no tempo total da viagem.
Ao todo, são oito linhas, sendo três expressas (208E Terminal A. E. Carvalho - Terminal Parque Dom Pedro II, 253E Terminal Aricanduva - Terminal Parque Dom Pedro II e 702E Terminal Penha - Terminal Parque Dom Pedro II) e ainda outras cinco linhas semi-expressas que partem dos bairros de Vila Mara, Jardim Camargo Velho, Oliveirinha, Itaim Paulista e Jardim Nazaré.
A operação tem sido realizada diariamente de segunda a sexta, sendo que as linhas expressas funcionam pela manhã das 6h às 8h e as semi-expressas, das 4h às 8h, no período da tarde, as oito linhas funcionam das das 17h às 20h. Para viabilizar esse serviço para os moradores da Zona Leste, a Secretaria de Transportes conta com mais de 160 agentes da SPTrans e da CET que fazem o corredor reversível com cones e sinalizações móveis.
Fonte: Prefeitura de SP
Obras na avenida Paulista causam congestionamento de ônibus
O tempo de viagem aumentou e passageiros abandonaram coletivos e vão a pé ou de metrô
As obras nas calçadas da avenida Paulista, que causam a interdição da faixa da direita em ambos os sentidos, afunilando a pista, estão provocando uma fila imensa de ônibus, causando aumento no tempo das viagens e fazendo com que os passageiros abandonem os coletivos. O reflexo do congestionamento chega até a avenida Domingos de Morais. A reforma deve se estender até junho.
"Tem dia que eu demoro duas horas para ir da estação Ana Rosa do metrô até o início da rua da Çonsolação. Antes dessas obras eu levava no máximo 40 minutos nesse percurso", diz o motorista de ônibus José Paulo Mendes Reis, 52 anos. "Em dez anos de profissão eu nunca enfrentei situação pior que essa", completa ele.
Muitos passageiros preferem atravessar a Paulista a pé ou de metrô, para evitar ficar no congestionamento dos ônibus, que passavam vazios às 20h30 de ontem. "Teve um dia que o ônibus em que estava demorou 30 minutos para andar dois quarteirões. De agora em diante estou preferindo ir a pé pelo menos até o final da avenida", contou a estudante Thaís Vidal, 20 anos.
De dentro do ônibus, a doméstica Rosa Maria Martins, 35 anos, afirma que demora três horas para chegar em sua casa. "O jeito é esperar mesmo", disse.
A SPTrans, empresa que gerencia o transporte público na capital, diz que o fato de os coletivos estarem vazios se deve à baixa demanda de passageiros no horário. A empresa diz que ordena que os carros vazios retornem às garagens, se houver outro carro da mesma linha operando na avenida.
Já a Subprefeitura da Sé, responsável pelas obras, diz que o afunilamento das pistas é inevitável, e que a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) criou vias alternativas para os carros, mas que os ônibus têm de passar por isso.
ANTP / AGORA SP
De ônibus, a 12 km/h
A baixa velocidade média registrada nos horários de pico desestimula a
população a usar o transporte público
Uma das saídas para acabar com o caos no trânsito da Capital é fazer com que os paulistanos deixem o carro em casa e prefiram usar o transporte público. O difícil é se convencer disso quando a velocidade média desenvolvida pelos ônibus no horário do rush é a metade da velocidade dos automóveis. Segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo (SP Urbanus), durante os congestionamentos da manhã e da tarde, os ônibus atingem, em média, 12 km/h.
Pela manhã, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, a velocidade média dos automóveis é de 27 km/h e à tarde, de 22 km/h: o mesmo que um ciclista sem preparo físico consegue desenvolver no horário de pico numa avenida sem ciclovia.
A baixa velocidade média dos ônibus, além de desestimular a população a usar o transporte público, influencia diretamente no preço das passagens. 'Se o tempo de viagem aumentar 10% em cinco anos, a frota tem que ser ampliada em 20%. Esse custo é repassado para as tarifas', explicou o coordenador do sistema de informações da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Adolfo Mendonça .
Para um corredor plano, com poucos cruzamentos e paradas a cada 400 metros, o esperado, segundo Mendonça, é que o ônibus circule a 22 km/h. 'O ideal seria trabalhar com corredores expressos, sem paradas. Mas ainda não temos projetos desse tipo em São Paulo.'
Em 1987, a velocidade média dos ônibus era de 24 km/h. Em 1997, caiu para 14 km/h. E agora está 14% mais baixa. O curioso é que sete dos 10 corredores de ônibus que existem na cidade foram criados nos últimos dez anos. De acordo com o projeto de 2004, nos corredores, os ônibus deveriam desenvolver uma velocidade de 20 km/h. Hoje, só o Expresso Tiradentes supera essa previsão, com 37 km/h. Entre os outros, o corredor Parelheiros-Rio Bonito-Santo Amaro é o que tem o melhor desempenho: 19km/h. O da Avenida Nove de Julho, criado em 1987, é o que tem o pior: 12km/h.
'Isso mostra que os ônibus ainda não são prioridade quando se trata de transporte público', disse o ex-secretário municipal de Transportes e consultor de trânsito, Adriano Branco. 'O ônibus perdeu a guerra contra o automóvel.' Segundo o consultor, os corredores exclusivos que estão em operação na Cidade não são ideais. Para melhorar o trânsito de São Paulo, além da ampliação do metrô, ele aponta a necessidade de criar corredores realmente exclusivos, sem cruzamentos, com veículos guiados e operando com linhas tronco, que alimentam os bairros. 'Poderíamos chegar à metade da capacidade do Metrô.'
A urbanista Silvana Maria Zioni, ressalta que a velocidade dos coletivos nunca será igual a do transporte individual. 'Mas, com um sistema funcionando a 12km/h, estamos perdendo muita energia, muito combustível e prejudicando a saúde da população', disse Silvana, que foi superintendente da CET na gestão Marta Suplicy. Questionada sobre a velocidade dos ônibus, a SPtrans não respondeu à reportagem até o fechamento da edição.
MANHÃ TEM A PIOR LENTIDÃO DO DIA
Ontem o pico de lentidão foi registrado às 9h30, com a marca de 134,5 km dos 820 monitorados pela CET.
Somente até esse horário, a lentidão permaneceu acima das piores médias das quartas-feiras dos últimos 12 meses.
A pior marca da tarde foi registrada às 18h30, com 130 km dos 820 monitorados pela CET.
Às 19 horas, tradicionalmente o pior horário para o trânsito, a
lentidão da cidade ficou abaixo da média das melhores quartas-feiras dos últimos 12 meses. Foram registrados 128 km de lentidão, contra a média de 141 km das quartas-feiras de trânsito bom.
Contrariando a tendência da última semana, ontem não foi dia de recorde de congestionamento no trânsito paulistano.
JORNAL DA TARDE
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