Câmeras em terminais devem inibir furtos

Luciana Yamashita
Especial para o Diário

Sorria, você está sendo filmado. Muitos usuários de trólebus não repararam nas câmeras, apesar das placas com o aviso afixadas nos terminais do sistema. Mas a reportagem encontrou os equipamentos em Santo André e confirmou que existem nos demais terminais da região e da Capital – são 90 câmeras ao todo.

A Metra, operadora do Corredor Metropolitano São Mateus-Jabaquara e Diadema-Brooklin, instalou neste ano 30 novas câmeras – 16 no terminal São Bernardo e 14 no Ferrazópolis. Segundo a empresa, as câmeras estão sendo colocadas desde outubro do ano passado.

A operadora foi procurada durante dois dias para comentar a instalação, mas não comentou ocorrências de furtos e roubos que teriam motivado a iniciativa nem o número de câmeras em cada terminal da região. A Polícia Militar diz que não tem dados específicos.

As câmeras filmam o acesso aos terminais e a área de embarque dos passageiros. As imagens vão para a CCO (Centro de Controle Operacional) e para a SSO (Sala de Supervisão Operacional), no próprio terminal, de onde o supervisor administra a circulação, os casos de segurança, a bilheteria, pessoas que pulam a catraca e a entrada de ambulantes.

A empresa pode, por exemplo, avaliar a possibilidade de colocar ônibus extra em caso de plataforma lotada. Para isso, basta ver as imagens.

Usuário de ônibus, Francisco Angelo da Silva, 48 anos, passa pelo terminal com freqüência. “Comigo nunca aconteceu nada, mas sei de gente que já foi assaltada aqui. Minha sobrinha, de 19 anos, teve o celular roubado depois de ter ido ao shopping aqui ao lado”, conta.

O segurança Jaime Carlos Gomes, 34 anos, é usuário freqüente do trólebus e ressalta outra funcionalidade para as câmeras.

“O atendimento a casos urgentes pode ser mais rápido com câmeras de vigilância. Há duas semanas, uma mulher passou mal no embarque para Ferrazópolis e demoraram a prestar atendimento", relata.

Nem comerciantes sabiam da existência dos equipamentos

Luciana Yamashita
Especial para o Diário

Mesmo os lojistas que trabalham na galeria do Terminal Santo André não sabiam da instalação de câmeras.Georgia Alves, 26 anos, trabalha há um ano no local. “Ninguém sabia que estão filmando. Acho que isso pode inibir os bandidos e melhorar a segurança”, diz.

No meio do ano, ela passou por um roubo. Ameaçando-a com um canivete, o assaltante levou dinheiro do caixa. Além disso, furtos de roupas são recorrentes na loja.

Andreia Rocha, 34 anos, trabalha há um ano e meio em um estabelecimento no local e afirma que os casos mais graves são os de golpistas. “Tentam enrolar a gente até conseguir dinheiro. Espero que as câmeras ajudem.” Comerciantes da galeria contrataram um segurança para circular pelo corredor. “Assaltos não são tão comuns, é mais para inibir ações”, afirma Andreia.

Fonte: Diário do Grande ABC




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